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terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

O PRIMEIRO FACEBOOK


Existe a ideia de que nunca foi tão fácil para o cidadão comum, não ligado ao poder público ou à elite intelectual, passar suas mensagens pessoais para a sociedade, graças às redes sociais. Mas será que essa noção é tão recente assim? Já se sabe que na famosa cidade de Pompeia, que desapareceu na antiguidade após a erupção de um vulcão, havia centenas de mensagens grafadas nas paredes. Agora, pesquisadores da Universidade de Helsinque (Finlândia) foram além: aparentemente, as paredes onde se escreviam as mensagens eram controladas pelos próprios donos das casas, e não pelo governo, como antes se pensava.
Muito já se escreveu sobre Pompeia. Situada perto de onde hoje fica a cidade de Nápoles, no sul da Itália, era um dos centros urbanos mais importantes do Império Romano. Sua população foi tragicamente morta em 79 dC, quando as lavas do vulcão Vesúvio soterraram o local. Casas, monumentos e até as pessoas foram petrificadas no tempo e deram um prato cheio a arqueólogos que estudam Pompeia há séculos.
A cidade era governada por dois duúnviros (o equivalente aos cônsules romanos) e dois edis (gestores púbicos). As eleições para tais cargos deviam ser cheias de dinamismo e emoção, pois a maioria das tais mensagens nas paredes tratavam justamente disso: propaganda política. As inscrições continham frases do tipo “bom homem”, “apto para o serviço público”, e coisas do gênero. Mas havia também outros tipos de recados, tais como felicitações a amigos e familiares e notas em geral.
Em uma época na qual não havia spray, os textos eram escritos com carvão vegetal em paredes de estuque, uma espécie de argamassa primitiva feita com água, gesso e cal. E os cientistas finlandeses resolveram se debruçar sobre os grafites para entendê-los melhor. Para cumprir tal tarefa, mapearam três regiões de Pompeia, sendo duas residenciais e uma comercial.
Segundo o que puderam concluir, as casas particulares eram os locais mais populares para mensagens de apoio eleitoral, muito mais do que lugares públicos como bares e centros de comércio. Isso indica, conforme eles explicam, que não havia pichações fora de propósito feitas por transgressores da lei, como hoje em dia, mas eram os donos das residências que escolhiam as mensagens de apoio a serem publicadas. Convenhamos: a cidade de Pompeia, como um todo, não era algo como a bisavó das timelines de Facebook que temos hoje em dia? [Msnbc / Catarse / Livres Pensadores]

Chocolate era usado em rituais há mil anos



Novas descobertas indicam que habitantes do canyon Chaco tomavam chocolate em rituais religiosos.
A pesquisadora Patrícia L. Crown, do Centro de Saúde e Nutrição Hershey, sempre foi fascinada pelos potes de cerâmica retirados de escavações em Pueblo Bonito, no canyon Chaco. Arqueólogos afirmam que os vasos eram usados como parte de algum ritual, mas nunca concordaram sobre qual, exatamente, era seu papel.
Crown estava pensando no costume maia de beber chocolate e, logo, associou os vasos ao hábito. Com a ajuda de especialistas, que puderam interpretar os desenhos dos copos, ficou claro que eram recipientes para chocolate.
O teste final aconteceu quando foram encontrados pequenos fragmentos da mesma espécie de vaso. Esses ainda continham traços de uma substância chamada teomobrina, presente em cacau, ou seja, chocolate.
Antes dessa descoberta, o uso do cacau não era atribuído a povoados que viviam além do norte do México. Isso significa que o povo que vivia em Chaco trocava mercadorias por cacau, ou seja, havia uma espécie de comércio entre essas “tribos”.
Depois da descoberta, o dono da Casa de Chocolate Kakawa, em Santa Fé, criou uma réplica da receita de chocolate maia, usando os mesmos ingredientes disponíveis na época. [Science Daily]


REI RICARDO III



O rei que todo mundo adora odiar, Ricardo III, reinou na Inglaterra entre 1483 e 1485, ano de sua morte. Apesar de ter sido um reinado curto, não foi um reinado sem controvérsias.
Usurpar a coroa de seus sobrinhos (e matá-los), bem como ordenar a morte de sua esposa e de seu irmão não fizeram do rei Ricardo III uma criatura simpática na Inglaterra. Em uma peça de Shakespeare, Ricardo foi apresentado como um corcunda feio cujo corpo deformado representava sua mente malévola.
Seu fim foi uma morte violenta na Batalha de Bosworth. Ele sofreu dois golpes fatais na parte de trás de sua cabeça. A lenda dizia que seu corpo havia sido jogado no rio Soar. Os arqueólogos, entretanto, acreditavam que seu corpo havia sido enterrado no Convento Greyfriars, que ficava onde agora é um estacionamento em Leicester (Inglaterra) – exatamente onde seus restos foram encontrados.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

OS SUMÉRIOS



Os Sumérios, que acreditam que tenha sido a primeira civilização do mundo, datada de 4000 a 2000 anos antes de Cristo, é um povo de fato curioso e desafiador.
O povo Sumério foi o inventor da escrita cuneiforme, da roda, carruagens, e são tidos como os pais da astronomia. Habitaram o sul da Mesopotâmia, entre os famosos rios Tigres e Eufrates, citada na bíblia como a Terra Prometida.
Tudo bem, mas o que eles tinham de tão curioso? Pois bem.

Nos registros antigos do povo Sumério, foram encontrados vários artefatos que mostravam que aquele povo tinha algo de perturbador. Tinham um conhecimento muito avançado para a época em que viviam, coisas que até hoje desacreditam algumas pessoas ou que o Ser Humano veio descobrir a apenas alguns anos atrás, por exemplo:

- Foram encontrados cálculos matemáticos extremamente avançados;

- Livros sobre química;

- Em um dos achados, encontraram um cálculo feito pelos Sumérios que chegava ao incrível valor de 195.955.200.000.000 (sim, são 195 trilhões!).

- Tinham pleno conhecimento do nosso sistema solar, sabiam que a órbita dos planetas girava em torno do sol, sabiam que a Lua era feito de ferro, fato que a Nasa descobriu recentemente (http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI4877905-EI301,00-Lua+tem+nucleo+similar+ao+da+terra+revela+Nasa.html).

- E em minha opinião o mais intrigante: Acreditavam na existência de um décimo planeta, chamado Nibiru (clique aqui para ler mais a respeito do Nibiru), o qual tem uma órbita com duração de 3600 anos.

Em sua mitologia inclui coisas como a criação do homem "Adamu" pelos Deuses, e o Dilúvio. E diziam que esses Deuses, denominados “Anunnaki” vieram de outro planeta (Nibiru).



Esses fatos registrados por eles como o dilúvio, e também a criação do homem “Adamu”, remete muito a uma doutrina que só veio a surgir cerca de 3000 anos depois. Pois é caro leitor, se você pensou no cristianismo, ou em outras religiões que tem como base a Bíblia você está certo. No primeiro testamento há o livro de Gênesis, que relata a criação do mundo, e o primeiro homem foi batizado por “Deus” de Adão (muito semelhante a “Adamu”). Pode ser coincidência, mas é algo no mínimo curioso, e, além disso, temos também o dilúvio registrado nas duas culturas.

Pelo fato de os sumérios acreditarem que seus “deuses” tivessem vindo de outro planeta, muitos pesquisadores acreditam ser isso o registro de contato com seres extraterrestres, o que poderia vir a explicar o motivo desse povo possuir tanto conhecimento, pois teriam aprendido com uma raça superior vinda de outro planeta.

Observe a imagem abaixo, e aguce ainda mais sua curiosidade



Vemos uma pequena escultura feita por eles, que se assemelha muito à imagem de um astronauta.

E após isso, leitor, lhe faço a seguinte indagação:

Se acertaram na existência de todos os planetas do nosso sistema Solar, órbitas e estrelas, realmente errariam na existência do Nibiru?

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Codex Gigas



O Codex Gigas é considerado o maior manuscrito medieval existente no mundo. Foi criado no início do século XIII, presumivelmente no mosteirobeneditino de Podlažice na Boémia (actual República Checa), e agora está preservado na Biblioteca Nacional da Suécia, em Estocolmo. É também conhecido como a Bíblia do Diabo, devido a uma grande figura do diabo no seu interior e da lenda em torno da sua criação

O códice tem capas de madeira, revestidas de couro e ornamentadas com motivos metálicos. Com 92 cm de altura, 50 cm de largura e 22 cm de espessura, é o maior manuscrito medieval conhecido. Atualmente é constituído por 310 folhas de velino (uma espécie de pergaminho), mas há indícios de algumas páginas terem sido retiradas da versão original. Não se sabe quem o fez, nem se conhecem as razões de as páginas terem sido removidas, embora se pense que algumas delas pudessem conter as regras monásticas dos beneditinos. O códice pesa cerca de 75 kg, e o velino nele usado foi elaborado a partir de pele de vitelo (ou pele de jumento, segundo algumas fontes), num total de 160 animais.




Uma nota na primeira página indica os monges do mosteiro beneditino de Podlažice, localizado perto de Chrudim e destruído durante o século XV, como os primeiros proprietários do códice. A reduzida dimensão deste mosteiro e a aparente escassez de recursos humanos e materiais faz levantar dúvidas sobre a sua capacidade de produção duma obra desta dimensão.

Os registos nela contidos terminam no ano de 1229. A ausência de qualquer referência à morte do rei da Boémia, Ottokar I, ocorrida em Dezembro do ano seguinte, sugere que a data mais provável para a sua conclusão é o final do ano de 1229 ou o início de 1230.

Devido a dificuldades financeiras do mosteiro de Podlažice, o códice foi mais tarde penhorado aos Cistercienses do mosteiro de Sedlec. A mesma nota na primeira página estabelece que em 1295 o códice voltou à posse dos beneditinos, após ter sido comprado pelo mosteiro de Břevnov. De 1477 a 1593, foi conservado na biblioteca de um mosteiro em Broumov até ter sido levado para Praga em 1594 para fazer parte da colecção de Rodolfo II.

No fim da Guerra dos Trinta Anos, em 1648, a colecção completa foi saqueada pelo exército sueco e, de 1649 a 2007, o manuscrito foi mantido na Biblioteca Nacional da Suécia.

Em 24 de Setembro de 2007, após 359 anos, o Codex Gigas voltou a Praga, a título de empréstimo, e esteve exposto na Biblioteca Nacional Checa até Janeiro de 2008.


O Codex inclui toda a versão Vulgata Latina da Bíblia, exceto para os livros de Actos e Apocalipse, provenientes de uma versão pré-Vulgata. Estão também incluídos a enciclopédia "Etymologiae" de Isidoro de Sevilha, "Antiguidades Judaicas" e "Guerras dos Judeus" de Flávio Josefo, "Chronica Boemorum" (Crónica dos Boémios) de Cosmas de Praga e vários tratados sobre medicina. Pequenos textos completam o manuscrito: alfabetos, orações, exorcismos, um calendário com as datas de celebração de santos locais e registo de acontecimentos relevantes, e uma lista de nomes, possivelmente de benfeitores e de monges do mosteiro de Podlažice. Todo o documento está escrito em latim.

O manuscrito contém figuras decoradas (iluminuras) em vermelho, azul, amarelo, verde e dourado. As letras maiúsculas que iniciam os capítulos estão elaboradamente decoradas com motivos que, frequentemente, ocupam grande parte da página. O Codex tem um aspecto uniforme pois a natureza da escrita não é alterada em toda a sua extensão, não evidenciando sinais de envelhecimento, doença ou estado de espírito do escriba. Isto levou a que se considerasse que todo o texto foi escrito num período de tempo muito curto (ver Lenda). No entanto, atendendo ao tempo necessário à marcação das guias de delimitação das linhas e das colunas, à escrita do texto, e ao desenho e pintura das ilustrações, os peritos acreditam que o livro terá levado mais de 20 anos a ser concluído.


A página 290 contém apenas uma figura original de um diabo, com cerca de 50 cm de altura. Algumas páginas antes desta, estão escritas sobre um velino escurecido e os caracteres são mais esbatidos que no resto do manuscrito. A razão para a diferença nas cores é que o velino, por ser feito a partir de peles animais, escurece quando exposto à luz. No decurso dos séculos, as páginas mais expostas acabaram por ter um aspecto mais escuro.


Segundo a lenda, o escriba foi um monge que quebrou os votos monásticos e foi condenado a ser murado vivo. A fim de evitar esta severa sanção, ele prometeu a criação, em uma única noite, de um livro que glorificaria o mosteiro para sempre e que incluiria todo o conhecimento humano. Perto da meia-noite, ele teve a certeza que não conseguiria concluir esta tarefa sozinho e, por isso, fez uma oração especial, não dirigida a Deus, mas ao querubim banido, Lúcifer, pedindo-lhe que o ajudasse a terminar o livro em troca da sua alma. O monge vendeu, assim, a sua alma ao diabo. O diabo concluiu o manuscrito do monge e foi acrescentada uma imagem do diabo como agradecimento pela sua ajuda.

Apesar desta lenda, o códice não foi proibido pela Inquisição e foi analisado por muitos estudiosos ao longo dos tempos.


Considerava-se por muito tempo que esta versão de condenação ao emparedamento do monge era verdadeira, devido à interpretação precipitada da palavra Inclusus, como sendo emparedamento. Na verdade foi reconsiderada esta tradução como sendo "recluso". Seria um monge que foi condenado, ou se condenou à reclusão no monsteiro para realizar o trabalho de uma vida. Se reforça essa versão pela "dedicatória" encontrada no final do livro: hermanus inclusus, ou "Herman, o recluso" ou "Herman, o enclausurado".